SOJA DE PORTUGAL em grupo de trabalho sobre economia circular
O Bcsd está envolvido em várias frentes de promoção do conceito de economia circular e, recentemente, criou um grupo de trabalho dedicado à economia circular e simbioses industriais que conta com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) como parceiro. Um grupo de trabalho ao qual se associou a SOJA DE PORTUGAL, ciente da importância presente do tema.
“A PRÓXIMA ECONOMIA - Porque uma economia circular é a chave para o desenvolvimento sustentável (e por isso negócio deve liderar o processo)
A agenda das Nações Unidas 2030 para o desenvolvimento sustentável inclui 17 metas para enfrentar os desafios sociais e ambientais mais prementes - Garantir padrões de consumo e produção sustentáveis. Acreditamos que o modelo de economia circular tem muito a contribuir para essa agenda: proporcionar uma oportunidade para se afastar de processos de uso intensivo de recursos, enquanto maximiza a utilização de recursos existentes e cria novos fluxos de receita.
Por ano, cada cidadão da UE gera anualmente, em média, mais de 4,5 toneladas de resíduos, sendo quase metade destes depositados em aterros. A economia linear, que depende exclusivamente da extração de recursos, deixou de ser uma opção viável.
Alcançar tal exigirá uma revisão completa do nosso modelo linear, de recolha, produção e eliminação, alterando os padrões de produção e consumo em favor de um sistema circular - um sistema restaurativo ou regenerativo em que todos os produtos são projetados e comercializados com a reutilização e reciclagem em mente - informado por uma mudança radical nos modelos de negócios e políticas em todo o mundo. A transição para uma economia circular redireciona o foco para a reutilização, reparação, renovação e reciclagem dos materiais e produtos existentes. O que era visto como «resíduo» pode ser transformado num recurso.
Além dos benefícios ambientais dos modelos circulares uma vez que as emissões de dióxido de carbono iriam reduzir para metade até 2030 com uma queda significativa na utilização de matérias-primas virgens, reduções de resíduos materiais visto que os produtos são projetados para durar, e utilização de subprodutos e materiais em excesso de fluxos de resíduos, os estudos mais recentes apontam para o inegável redesenhar de toda a nossa economia:
Em 2014 o Fórum Econômico Mundial divulgou um relatório afirmando que mais de US$ 1 trilião por ano poderiam ser gerados para a economia global em 2025 e que 100.000 novos postos de trabalho serão criados nos próximos cinco anos se as empresas se focarem na construção de cadeias de fornecimento circulares para aumentar a taxa de reciclagem e reutilização. A pesquisa recente da Fundação para a Comissão Europeia, lançada em junho, projetou que a Europa pode criar um benefício líquido de € 1.8 triliões até 2030, ou € 0,9 trilião a mais do que no atual caminho de desenvolvimento linear (junto com os benefícios sociais substanciais), por adoção de princípios económicos circulares. Isso iria amortecer o efeito que transforma custos reduzidos para aumento dos níveis de consumo, através da realização de "crescimento de dentro" através de extração de valor a partir das existências.
Estes números atraentes, são um forte argumento para uma transição acelerada, e capturam a imaginação dos responsáveis políticos e líderes empresariais. Reinventar um sistema alimentar regenerativo, baseado na otimização de nutrientes, também ajudaria com vários problemas abordados nos ODS (impacto da água, a biodiversidade, nutrição ...)
A função dos decisores políticos consiste em proporcionar condições de enquadramento, previsibilidade e confiança às empresas, reforçar o papel dos consumidores e definir o modo como os cidadãos podem assegurar os benefícidas mudanças em curso. As atividades económicas podem redefinir cadeias de fornecimento integrais, visando a eficiência e circularidade dos recursos. Esta transição sistémica é apoiada pelo desenvolvimento das TIC e pela evolução social. A economia circular pode assim criar novos mercados que respondam às mudanças nos padrões de consumo que se afastam do conceito de propriedade tradicional, evoluindo no sentido da utilização, reutilização e partilha de produtos, e contribuindo para a criação de mais e melhores empregos.
São as actividades economicas que podem conduzir a transição para uma economia circular, construindo a mudança necessária para a produção e consumo sustentáveis e esse tem sido um dos objectivos estrategicos do grupo SOJA DE PORTUGAL.
A SOJA DE PORTUGAL tem vindo a servir a nutrição humana e animal desde 1943, ano no qual a sua atuação no setor agroindustrial foi iniciada. A SOJA tem presentemente cinco áreas de negócio distintas: produção de alimentos compostos para pecuária, produção de alimentos compostos para aquacultura, produção de alimentos completos para animais de companhia, produção de carne de aves e ainda tratamento de subprodutos de origem animal.
Tendo como objectivo primordial preservar e aumentar o capital natural controlando os stocks finitos, equilibrando os fluxos de recursos renovaveis e fazendo circular produtos, componentes e materiais ao mais alto nivel de utilidade tanto no ciclo tecnico como no biologico, no ramo da nutrição animal, a produção de alimentos compostos para avicultura e pecuária, aquacultura e pet food utilizam matérias-primas produzidas pelas unidades de valorização de subprodutos pertencentes ao grupo. Estas por sua vez utilizam como matéria-prima resíduos de peixe e carne da indústria agroalimentar, incluindo subprodutos provenientes do abate e desmancha de carne de aves nas empresas do grupo. Estes subprodutos normalmente teriam outros destinos, mas desta forma estão a ser utilizadas eficientemente para produzir alimentos compostos.
Fomentar a eficacia do é outro dos grandes drivers do grupo. Hoje as áreas de negócio da SOJA DE PORTUGAL atuam em perfeita sinergia. Assim, e começando na produção de carne de aves, esta é feita em regime de integração, com produção própria nas granjas avícolas do grupo, mas também com a contratação de produtores. As aves produzidas para o grupo são alimentadas com rações produzidas na SORGAL e abatidas nos matadouros do grupo, com uma capacidade de abate de 12000 frangos por hora. Os subprodutos gerados no processo de abate e desmancha são imediatamente processados na SAVINOR UTS e transformados em ingredientes para a alimentação animal, nomeadamente farinha e gordura de aves. Além destes ingredientes, a SAVINOR UTS produz também farinha e gordura de mamíferos e farinha e óleo de peixe de subprodutos da indústria agroalimentar. Estes ingredientes destinam-se à alimentação animal, sendo utilizados essencialmente para pet food e alimentos para aquacultura.
Adicionalmente existem um conjunto de medidas que visam a melhoria continua nomeadamente atraves da transição para o uso de energia provenientes de fontes renovaveis e optmizição de todos os recursos circulantes.
O futuro é circular. Apoiados nos 73 anos de experiencia na area de nutricão animal desenhamos soluções que derivem em valor acrescentado para os nossos clientes sustentados numa economia circular.” Nuno Medina, diretor área negocio UTS